Queria contar aqui no blog sobre as nossas férias de verão depois que o dito cujo fosse embora. Me parecia impossível falar de praia e sol enquanto vivíamos dias de calor sufocante. Mas agora... agora ainda seguimos com calor, com um verão que parece não querer nos abandonar tão cedo (gente, as temperaturas não baixam de 30 graus!) e decidi contar mesmo assim, senão a memória começa a falhar.
Em agosto de 2008 conhecemos o leste europeu. Sentimos frio em pleno verão, uma maravilha. Este ano, com a crise e o bolso mais que apertado, optamos por um roteiro mais em conta. Viagem escolhida: acampamento no Algarve! Já contei sobre o Algarve,como é chamada a região sul de Portugal, em outros posts, já que esta é a terceira vez que a gente viaja para lá. Como alguns amigos já tinham feito uma programação parecida e como em 2007 a gente já tinha acampado em Portugal (Ericeira), achamos que seria a opção com melhor custo&benefício.
E realmente foi. Quem está em Sevilla vai ao Algarve num pulinho, apenas duas horas de carro. Antes de sair uma passadinha no Decathlon para as ultimas compras do acampamento e pé na estrada.
Atravessando a fronteira, decidimos pegar uma estrada nacional, mais movimentada que a autopista, mas muito mais pitoresca. Já comentei aqui no blog que Portugal é outro mundo, muito mais parecido com o Brasil (meio óbvio), principalmente na arquitetura de beira de estrada. Nosso objetivo era percorrer poucos kms e encontrar o camping mais próximo.
Almoçamos em Vila Real, primeira cidadezinha de praia do Algarve. Compramos os ingredientes para os “bocadillos” no Lidl e lotamos o isopor de cerveja, refri, suco e muito gelo. O plano era gastar pouco então a solução era comer comida barata comprada em supermercado. A praia era normal, meio feinha até e decidimos comer à sombra de umas mesinhas públicas. Ali aconteceu o primeiro e maior mico da viagem: Paulo atolou o carro. PQP começamos bem!!! Mas a boa vontade e humor dos portugueses nos fez sair fácil (nem tão fácil) dessa. Pena que não temos fotos!
Seguimos viagem. Logo passamos por Tavira, onde eu sabia que tinha um camping numa pequena ilha, que tínhamos que atravessar sem o carro, essas coisas. Resolvi nem chegar perto, já que levei praticamente a minha casa para o acampamento e não estava afim de ser mula de carga (depois eu conto mais sobre a cidade, que acabamos conhecendo na volta). Passamos por Olhão, Fuseta, e eu nada de curtir os campings. Eu adoro acampar, estou super acostumada a montar barraca no Uruguay e isso me deixa um pouco exigente. Não me preocupo com luz elétrica ou banho quente (é, talvez com banho quente eu me preocupe), mas odeio camping lotado e acordar vendo a cara do vizinho. Prefiro curtir a natureza...
Depois de andar mais kms do que o previsto e nos perder nas indicações maravilhosas das estradas portuguesas, chegamos à Quarteira. O camping apesar de estar cheio não parecia lotado, tinha uma boa infra estrutura e o preço estava apenas um pouco mais acima do previsto (mais ou menos 6 euros por pessoa , 6 euros pelo carro). Era ali mesmo, já estávamos super cansados e ainda tínhamos que montar nosso super acampamento.

O camping era legal, tinha supermercado, restaurante, quadra de tênis e futebol, bastante arborizado, com piscina e um “tobo água” que parecia bem divertido (não experimentei!). Cada grupo tinha direito de escolher uma parcela de mais ou menos uns 60m2, separadas por cercas vivas. Não é a mesma coisa que estar no mato da Fortaleza de Santa Teresa, mas já é grande coisa quando se pensa na “escala européia”.
Acampamos durante 5 dias, tempo suficiente para que as costas agüentassem a falta do nosso maravilhoso colchão. Obviamente aqui eu não tenho toda a estrutura de uma verdadeira “campista” (fogão, mesinha, panela...) só uma churrasqueira comprada por 7 euros! Ou seja, nossa alimentação se baseou em sanduiches, laticínios, frutas e é claro, churrasco e cerveja.
Tai a dica para quem quer se divertir gastando bem pouco. Viajar no verão pela Europa, principalmente à praia, pode ser um rombo no orçamento! Os preços triplicam e é bastante complicado encontrar hostal barato. A opção do acampamento é ótima e não mata ninguém!