Desde os primeiros anos de celebração da Feria de Abril, além de currais para o gado, se estabeleciam metros para um pequeno espaço coberto com todos, para que os visitantes e expositores se protegessem do sol e da chuva. Também foi instalada pela prefeitura, em 1849, uma espécie de barraca para vigiar e manter a ordem no recinto ferial. Esta barraquinha pouco a pouco foi se desviando do seu objetivo e se tornou famosa por seu ambiente festivo. Com o passar dos anos, o gado também foi perdendo espaço e o numera de casinhas de lona foi aumentando. Transformaram-se no que hoje se conhece por “casetas” da Feria.Em 2009, o Real de la Feria está formado por 24 quadras numa trama “urbana” de 15 ruas, com um total de 1047 casetas. Tudo é ordenado e planificado, com muitas leis a cumprir. As casetas são dividas em públicas ou privadas, sendo que este ano são 57 do tipo familiar de titularidade única (uma única família), 499 do tipo familiar de titularidade compartida (várias famílias), 190 do tipo associação (Associação dos Moradores do Pestano, por exemplo), 311 de entidades (Conselho Regional de Farmácia, por exemplo), 6 de distritos municipais, 13 de serviços municipais e uma caseta municipal, sendo somente as 20 últimas públicas.
As casetas da Feria de Abril possuem dois espaços perfeitamente diferenciados e separados:
- Parte frontal ou nobre: é aquela que podemos ver da rua, onde estão localizadas as mesas para o pessoal comer e descansar, mas também onde se dança, se canta, enfim, onde as pessoas se relacionam e bebem muito rebujito (Manzanilla com Sprite).
- Parte traseira: interior da caseta onde se situam a cozinha, o bar e os banheiros.

Como se pode perceber é tudo muito organizado e ordenado por módulo. Cada módulo tem 4 metros de largura por uma profundidade mínima de 6 metros (dependo da caseta). Sobre esta base se levanta a estrutura metálica básica, com o objetivo de manter a uniformidade do conjunto das fachadas. Uma caseta poderá estar composta de um ou vários módulos, dependendo da sua importância (ou do preço que se pague).
O corpo da caseta deve ser coberto por uma lona listrada nas cores vermelho e branco ou verde e branco. As listras devem ter uma largura de 10 centímentos, estar impressas pelos dois lados e serem colocadas na orientação vertical em relação ao chão.
A fachada da parte frontal deverá ser fechada com cortinas de lona com características idênticas ao fechamento do corpo, mas que permitam que sejam recolhidas em ambos os lados da caseta de maneira que se permita enxergar, desde o exterior, o interior da sua parte nobre. Para o fechamento da fachada, poderá se colocar uma espécie de grade de madeira ou metálica, com desenho tradicional e pintado de cor verde, com uma altura nunca superior a 1,50 metros. Internamente a zona nobre pode ser decorada, sempre com elementos tradicionais (leia-se decoração de casa da vó). Todas as casetas deverão permanecer abertas, com as cortinas recolhidas, nas horas dos passeios de cavalos e também pela noite.
O corpo da caseta deve ser coberto por uma lona listrada nas cores vermelho e branco ou verde e branco. As listras devem ter uma largura de 10 centímentos, estar impressas pelos dois lados e serem colocadas na orientação vertical em relação ao chão.
A fachada da parte frontal deverá ser fechada com cortinas de lona com características idênticas ao fechamento do corpo, mas que permitam que sejam recolhidas em ambos os lados da caseta de maneira que se permita enxergar, desde o exterior, o interior da sua parte nobre. Para o fechamento da fachada, poderá se colocar uma espécie de grade de madeira ou metálica, com desenho tradicional e pintado de cor verde, com uma altura nunca superior a 1,50 metros. Internamente a zona nobre pode ser decorada, sempre com elementos tradicionais (leia-se decoração de casa da vó). Todas as casetas deverão permanecer abertas, com as cortinas recolhidas, nas horas dos passeios de cavalos e também pela noite.
Como se pode perceber nada pode fugir à regra. Todas as casetas são numeradas e no frontão da fachada estampam o nome da “congregação”. Também se nota que o número de casetas privadas é imensamente maior que o de públicas, o que faz da festa, desde o meu ponto de vista, extremamente elitista. As casetas particulares, como o próprio nome diz, pertencem a famílias ou grupos, onde um guarda controla o entra e sai e só se entra com convite. Turistas, estrangeiros e “menos afortunados” compartem as casetas públicas, mas nem por isso perdem a animação. As municipais são bastante divertidas, mas é certo que ali também existe uma maior aglomeração de gente, de empurra-empurra, de confusão e de fila para ir ao banheiro... Quem pode, pode. Quem não pode se sacode!
2 comentarios:
Deveriam proibir casetas privadas, é tao mais gostoso aberta ao público! Esse ano dá uma passadinha na de Jerez, começa de 10 de maio.
Bjoks
Não conheço ainda. Quem sabe o próximo abril eu não tenha a oportunidade de conferir de perto. Me parece interessantíssimo. Abcs,
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